É estranho como o seu perfume está fixado em suas narinas. Como o seu toque ainda permanece em seus lábios. E como o seu coração continua a chamá-lo.

Por mais longe que esteja o seu batimento cardíaco ainda soletra o nome dele.
Por mais cerrados que estejam seus lábios estes, ainda percorrem o movimento dos lábios dele.
Por mais cerrados que estejam seus lábios estes, ainda percorrem o movimento dos lábios dele.
Por mais firmes que estejam suas mãos, estas ainda delineiam as curvas do seu tronco, ainda sentem a densidade do seu cabelo, ainda sentem a suavidade da sua pele.
É estranho como tudo isto se desenrola em pequenas porções desta suposta realidade. É estranho como ainda devoras o meu pensamento.
Não é estranho o facto de já não me pertenceres. Deixou de ser estranho quando o meu corpo se habituou à falta que lhe fazias!

