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Monday, February 21, 2011

Filmes da Semana

Adorei. O argumento, a realização, a banda sonora, a fotografia, as interpretações em geral, o Geoffrey Rush em particular e o Colin Firth acima de tudo e todos. Um filme a não perder e que merece todos os prémios e mais alguns. 

À primeira vista parece uma comédia romântica, mas cedo percebemos que não é bem disso que se trata. Porque mistura uma vertente de documentário, quase denúncia, relativamente à indústria farmacêutica e respectiva relação - bastante duvidosa, como é do conhecimento geral - com a comunidade médica (Jake Gyllenhall interpreta um delegado de informação médica da Pfizer) e ainda o factor drama decorrente da doença da personagem interpretada por Anne Hathaway. Resumindo, acaba por ser um pouco de tudo e nada em especial. Ou seja, vê-se bem, mas está longe de ficar na memória.

Sunday, February 6, 2011

Letters to Juliet

Aterrados com a perspectiva de mais um serão na companhia de uma Bárbara Guimarães pseudo-amiga, divertida e saltitante? Então, aqui fica um óptimo filme para se ver numa noite de neura como é a de Domingo: Letters to Juliet. E não, não têm nada que agradecer.

Tuesday, August 31, 2010

Comer, Orar, Amar



Ainda não acabei o livro, mas já estou doida para ver o filme. Estreia em Portugal a 30 de Setembro.

Tuesday, August 3, 2010

Baby C. a Caminho do Red Carpet


E por falar no Toy Story 3, para além de ter ADORADO o filme, fiquei irremediavelmente apaixonada pela Bonnie, que é igualzinha a Baby C.! Passem para cá os direitos de autor, sim?

Sunday, August 1, 2010

O(s) Filme(s) da Minha Vida

O último filme que fui ver ao cinema foi o Toy Story 3, o penúltimo o Marmaduke e o antepenúltimo A Ilha do Impy. Penso que está tudo dito sobre a minha vida social.

Saturday, March 6, 2010

Nos últimos tempos tenho andado muito, muito cansada. Foram duas semanas interinhas com a família toda (incluindo eu) atacada por viroses várias, o trabalho que parece não acabar, o tempo que parece não chegar.... por isso me soube tão bem passar a hora de almoço de ontem no cinema, a ver a Alice in Wonderland, e a almoçar um pacote XL de M&M's de amendoim. Porque há coisas que podem não fazer muito bem ao trabalho, nem tão pouco à saúde, mas que, em contrapartida, fazem maravilhas ao espírito.

Wednesday, November 11, 2009

The September Issue

Na semana passada almocei com um dos melhores estilistas nacionais, que lamentava o facto de a imprensa ditar a moda às grandes casas internacionais, as quais, por sua vez, ditam a moda ao consumidor final. E se por acaso algum criador português (por melhor que seja) se antecipa a estas grandes casas, a moda por ele criada não é moda até ser corroborada por elas.

Depois de ver The September Issue, não me resta qualquer dúvida relativamente a este assunto. Nem Emanuel Ungaro se atreveu, no final, a dizer o contrário.

Sunday, November 1, 2009

Tarde (Feia) de Domingo É...

...ver uma comédia romântica levezinha, levezinha (tipo água com açúcar) enquanto eles dormem a sesta.

Sunday, July 19, 2009

As Kitsch as It Gets

No final de (mais) uma semana de cão, a meio de um fim-de-semana sem marido, antes de outra semana que tal e ainda embalada pelas cores e ritmos de Slumdog Millionaire, dei por mim a assistir ao meu primeiro filme 100% Bollywood: Laaga Chunari Mein Daag. E a dançar freneticamente ao som de cada coreografia.

Será que atingi o nível mais baixo do kitsch? Assistam até ao fim e depois digam-me se não houve (pelo menos) um ombrito maroto a abanar ao som da música...?

Friday, June 5, 2009

Home

Hoje, dia 5 de Junho, assinala-se o World Environment Day ("Mãe, hoje é um dia muito triste, soube que o nosso planeta está doente"), instituído pelas Nações Unidas com o objectivo de despertar a consciência ambiental e de incentivar a intervenção política neste sentido.

Também foi o dia em que estreou, em cinemas, canais de televisão e écrans gigantes de todo o mundo, assim como no YouTube, o fabuloso filme/documentário "Home: A Movie Happening", produzido por Luc Besson e realizado pelo igualmente famoso fotógrafo Yann Arthus-Bertrand (o mesmo de "Earth from Above").

Este documentário é o resultado de dois anos e meio de trabalho e de 500 horas de filme rodadas num total de 54 países - e onde se mostra aquilo que, mais ou menos inadvertidamente, estamos a fazer ao nosso planeta.

Se não acabaram de o ver, como eu, na RTP2, cliquem aqui. Vale mesmo a pena. E dá mesmo muito em que pensar.

Thursday, April 23, 2009

Mankind is No Island

O Tropfest é o maior festival de curtas metragens do mundo. Começou há 17 anos em Sydney e no ano passado teve a sua primeira edição em Nova Iorque. O vencedor foi este filme, totalmente filmado com um telemóvel. O seu orçamento foi de 40 dólares.

Saturday, April 18, 2009

Conselho de Amiga

Por mais que estejam de neura e com vontade de ver um filme light, fujam destes dois títulos como o diabo da cruz. Depois não digam que não avisei.

Thursday, March 12, 2009

Mais Dois Filmes

As minhas duas últimas escolhas foram dois tiros ao lado do porta-aviões, com (mesmo) muita água à mistura. Doubt é um excelente filme sobre o tema que lhe dá o nome (a Dúvida), explorando-o sob todos os ângulos e de todas as formas possíveis. As interpretações de Meryl Streep, Philip Seymour Hoffman e Amy Davis são óptimas embora não inesquecíveis e dificilmente poderia imaginar melhor forma de dissertar sobre este assunto em versão cinematográfica. Mas o problema está precisamente aí: o filme parece uma (excelente) dissertação, quase uma tese de mestrado, sobre a Dúvida, com tudo o que isso implica. Óptimo planeamento, estrutura impecável, conteúdo relevante, conclusão apropriada e... chato de morte. Pronto, já disse.



Austrália de Baz Luhrmann é um filme que, muito sinceramente, não é carne nem é peixe. Não é um épico, não é um filme histórico, não é uma história de amor... não é nada. É como se Luhrmann tivesse colocado todos estes estilos e mais algum num copo misturador a ver o que de lá saía. E saiu isto. Nicole Kidman faz um papel mediano, mais a sua boca-de-silicone novinha em folha; Hugh Jackman (sim, confirma-se que é giro que se farta) também não leva mais que um suficiente. E pouco mais há a dizer. Adorei o Romeo & Juliet, o Moulin Rouge ainda mais, mas este ...foi (mesmo) um tiro ao lado.

Tuesday, February 24, 2009

Os Óscares


O grande vencedor foi Slumdog Millionaire e não podia ter ficado mais feliz. Mereceu cada prémio e ainda devia ter ganho o da melhor Montagem, mas enfim, não se pode ter tudo. Também fiquei contente por The Curious Case of Benjamin Button não ter vencido nenhum dos galardões mais importantes - porque, muito sinceramente, acho que não merecia.



Não é que não seja um bom filme, mas comparado com a concorrência, seria uma injustiça atribuir-lhe mais de metade das estatuetas para que estava nomeado. Se calhar sou eu, que nunca gostei muito do estilo Big Fish (nem de Brad Pitt), mas enfim... ainda bem que em Hollywood alguém concorda comigo.


Mas a grande surpresa da noite foi, sem dúvida, Hugh Jackman. Aquele que eu sempre achei um carrascão-para-melhorzinho conquistou-me logo na abertura da cerimónia, com a sua postura, sentido de humor, voz, dança e... sim, é verdade, aspecto. A partir de hoje, o sexiest man alive conta com mais uma fã - eu mesma.

Finalmente, nomeados & vencedores, será mais interessante vê-los assim...














Fotografias: People e Vanity Fair

Sunday, February 22, 2009

Why?!

Às 03:20 da manhã, os Óscares ainda vão a meio e não consigo deixar de interrogar-me por que não marquei férias para amanhã... ou melhor, para daqui a pouco.

Saturday, February 21, 2009

The Reader


Apesar de ser, indubitavelmente, um óptimo filme, faltou-lhe alguma coisa para me convencer. A realização de Stephen Daldry (Billy Elliott, As Horas) é irreprensível, a interpretação de Kate Winslet muitíssimo conviencente - embora não a tenha achado assim tão melhor que em Revolutionary Road - e o romance homónimo de Bernhard Schlink proporciona, de facto, um olhar completamente diferente sobre o Holocausto.

O conjunto, no entanto, não me encantou. Talvez tenha sido a obsessão para toda a vida que Michael desenvolve por Hanna, muito pouco plausível, quase patológica (embora reconheça que é o coração de toda a trama e que de relações normais está o mundo cheio, não suscitando interesse da parte de ninguém), talvez fosse o final, demasiado arrastado... ou talvez não fosse nada disto e tudo ao mesmo tempo.

Resumindo: achei um bom filme, mas dificilmente um filme brilhante.

Tuesday, February 17, 2009

Vicky Cristina Barcelona

Em poucas palavras, é um filme que se vê bem. Ponto. Porque lhe falta Wody Allen. A sua presença, a sua voz (não custava nada ter abraçado o papel de narrador), a sua cidade fétiche (Nova Iorque), o seu humor mais característico, a música que sempre marcou os seus filmes...

Para além disso, nota-se que foi Allen que chamou por Barcelona (foi uma produtora espanhola, ajudada por Penélope Cruz e Javier Bardem, que convenceu o realizador a escrever um argumento adaptado à cidade) e não Barcelona a chamar por Allen. Como consequência, a cidade acaba por ser retratada de um ponto de vista muito turístico, quase como se a percorressemos de mapa na mão, sem perder um único landmark - mas perdendo toda a vivência que sempre caracterizou a sua obra e as suas personagens.

Junte-se a tudo isto uma história tão sofrível como inconsequente e o resultado nunca poderia ser brilhante. É quase caso para dizer "volta, Woody Allen, estás perdoado." Como se alguma vez o tivesse condenado por alguma coisa.

Sunday, February 15, 2009

Slumdog Millionaire


Numa palavra: ADOREI. Absolutamente genial, este filme de Danny Boyle (lembram-se de Trainspotting?) e de Loveleen Tandan, que, a começar pela realização, funde com mestria mundos e aspectos imensamente díspares, quase incompatíveis: um percurso de vida brutalmente real e uma lindíssima história de amor; uma Índia crua e miserável e paisagens coloridas, inebriantes, que quase se conseguem sentir e cheirar; uma sociedade antiga e distante e a transversalidade de um programa como o "Quem Quer Ser Milionário"; Hollywood e Bollywood.

Apesar de ainda não ter visto muitos dos outros nomeados, diria que é um sério candidato a melhor filme, melhor(es) realizador(es), melhor fotografia, melhor montagem e melhor banda sonora - sendo que também está (duplamente) nomeado para melhor canção original, com dois temas nos quais já estou viciada.

Se não ganhar pelo menos algumas destas categorias, juro que vou a Hollywood atirar-lhes ovos podres. Nem que, para isso, tenha de criar as galinhas.

A ver, comprar e guardar.

Tuesday, February 10, 2009

Milk

Quando completou 40 anos, Harvey Milk fez um balanço da sua vida e percebeu que não tinha feito nada de que se orgulhasse. Foi então que decidiu mudar de vida e partir para São Francisco com o seu amante, Scott, para rapidamente descobrir (e sentir) a discriminação e a perseguição de que a comunidade homossexual local era alvo.

Em pouco tempo, transformou-se naturalmente no porta-voz da comunidade gay, enfrentando corajosamente as autoridades em defesa das minorias, até se tornar o primeiro homossexual assumido a ser eleito para um cargo público. Lutou incansavelmente pela igualdade de direitos e pela integração das diferentes minorias na sociedade, até ter morrido, em 1978 - com muito de que se orgulhar.

Nomeado para oito Óscares, incluindo quase todas as categorias principais, não acho que mereça o de melhor filme, mas Sean Penn merece concerteza a estatueta para melhor actor principal.

Friday, February 6, 2009

The Duchess

The Duchess conta a história (real) da Duquesa de Devonshire, Georgiana Cavendish (interpretada por Keira Knightley), que viveu entre 1757 e 1806. Dona de uma beleza invejada por toda a sociedade inglesa, Georgiana tirou partido desse facto, assim como da sua inteligência, para influenciar o cenário político da época.

Longe de ser um filme imperdível, acaba por ter a vantagem de ilustrar o machismo, a (consequente) visão redutora do papel das mulheres na sociedade, a opressão e a obsessão pelas aparências que marcaram toda uma época. Knightley vai razoavelmente bem em mais um papel de época (Pride & Prejudice, Atonement) - apesar de não gostar particularmente dela -, e Ralph Phiennes também.

Está nomeado para duas categorias “menores”: art direction e costume design.

http://www.theduchessmovie.com/